
O caso foi registrado no município de Novo Alegre
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Um professor de 60 anos foi afastado do cargo nesta segunda-feira (1º), após uma investigação da Polícia Civil apontar supostas condutas impróprias contra estudantes em um colégio estadual de Novo Alegre, no sudeste do estado. A decisão atende a um pedido da 106ª Delegacia de Polícia de Aurora do Tocantins.
De acordo com as investigações, a equipe policial identificou que pelo menos quatro alunas foram alvo de abordagens abusivas e incompatíveis com o ambiente escolar. Relatos colhidos durante a apuração apontam que o professor fazia comentários inadequados de natureza sexual e outras manifestações impróprias, causando constrangimento às vítimas.
O nome do suspeito não foi divulgado, por isso o g1 não conseguiu contato com sua defesa.
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A Polícia Civil informou que o pedido de afastamento foi embasado em “elementos robustos” colhidos por meio de escutas especializadas e relatórios psicossociais. Ainda conforme a polícia, o objetivo da medida é interromper o contato do servidor público com as vítimas e com os demais estudantes.
Além do afastamento das funções, a Polícia Civil chegou a representar pela prisão preventiva do professor, por considerar que havia provas suficientes. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o caso foi comunicado à Superintendência Regional de Educação e ao Conselho Tutelar, além de ter sido encaminhado à Polícia Civil para investigação. (Leia nota abaixo).
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Na decisão, o magistrado entendeu que o afastamento do cargo, somado à proibição de manter contato ou se aproximar das vítimas e de seus familiares, seria suficiente para o momento, mantendo a possibilidade de prisão caso as medidas cautelares sejam descumpridas.
O delegado responsável pelo caso, Lucas de Oliveira Rodrigues, destacou que a gravidade dos fatos e a vulnerabilidade das alunas exigiram uma resposta célere.
“A adoção de medidas como este afastamento é indispensável para preservar a integridade física e psicológica das alunas, garantindo que o ambiente escolar volte a ser um espaço seguro e livre de condutas criminosas dessa natureza”, afirmou o delegado.
Nota da Seduc
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que, ao tomar conhecimento de relatos envolvendo suposta conduta inadequada de cunho sexual atribuída a um servidor da rede estadual de ensino, a unidade escolar adotou imediatamente as providências previstas nos protocolos de proteção a crianças e adolescentes.
A direção da escola comunicou formalmente os fatos à Superintendência Regional de Educação de Arraias, que orientou o acionamento da rede de proteção, incluindo o Conselho Tutelar. A unidade escolar também prestou o acolhimento e as orientações necessárias às estudantes e suas famílias. A partir da atuação da rede de proteção, o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil para a devida apuração dos fatos.
Paralelamente, a Seduc instaurou procedimento administrativo para apuração dos fatos narrados, respeitando os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. A Pasta acompanhava o caso e aguardava a conclusão das diligências iniciais e os encaminhamentos dos órgãos competentes.
Desde o primeiro relato, as estudantes receberam acolhimento e acompanhamento por parte da equipe gestora e da equipe multiprofissional da unidade escolar, que atuaram de forma imediata para garantir a proteção, a escuta qualificada e o encaminhamento adequado às redes de apoio.
A Secretaria ressalta que não compactua com qualquer conduta que coloque em risco a integridade física, emocional ou psicológica dos estudantes e seguirá colaborando com as investigações, prestando todas as informações necessárias aos órgãos de controle e de proteção.
Por se tratar de investigação em andamento e envolver possíveis vítimas menores de idade, a Seduc não fornecerá informações adicionais que possam comprometer a apuração dos fatos ou a preservação dos envolvidos.
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